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Gui Boratto – Take My Breath Away
abril 21, 2009, 6:41 pm
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Atualmente quando se fala em produção nacional, impossível não citar Gui Boratto, projeto de maior destaque no meio da música eletrônica tupiniquim, tanto é que faz parte da equipe de uma das maiores gravadoras de minimal/techno a Kompakt Records.
Gui Boratto é Dj e Produtor e inclusive faz muito sucesso também com seus remixes, pra projetos renomados como ‘Bomb The Bass’, ‘Goldfrapp’, ‘Pet Shop Boys’, e que também já participou da trilha sonora do filme ‘Cidade de Deus’  e agora lança seu segundo álbum “Take My Breath Away”. Esse segundo álbum diferentemente do primeiro “Chromophobia”(2007), que chegou logo de cara já conquistando todos e foi avaliado como melhor do ano, nesse novo trabalho o som vem de uma forma diferente, confesso que na primeira audição do álbum achei que estava faltando algo, que estava morno demais, e aí e que está a sacada, o álbum vai te conquistando aos poucos, e a cada vez que toca se torna um cd diferente, e quando você se dá conta, percebe o quão impressionante ele é. A produção inquestionável, a qualidade sonora impecável, são as marcas desse projeto, ‘Take My Breath Away’, é a continuação da história criada no primeiro álbum, ele vem menos agressivo, mais delineado nas suas linhas melodias, mais experimental, e está é a beleza deste álbum.

“Take My Breath Away” track de abertura e que leva o nome do disco, começa de forma calma, com melodias que vão ganhando espaço assim como as batidas secas e grooves. Música perfeita para abrir o dia numa manhã de sol. Confira o vídeo presente no projeto audiovisual do Gui:

“Atomic Soda” um dos destaques do álbum, séria, com synths sujos, hora até fantasmagóricos.

“Opus 17” outra também com melodias ensolaradas de deixar boquiaberto e com um sorriso no rosto.

“No Turning Back” aqui temos a digamos “Beautiful Life” do álbum, com guitarras de Gui e vocais de sua esposa, Luciana Villanova. Hit antes mesmo do álbum ser lançado, e por mais que alguns possam criticar esse lado mais ‘pop’, é inegável reconhecer a beleza e qualidade dessas músicas, conseguem sim mexer com sentimentos, fazer dançar, ou simplesmente apreciar. “All i know there’s no time, there’s no life, there’s no turning back, no turning back.” 

“Les Enfants” faz parte das tracks ambient/downtempo e experimentais que citei no início, que é mais explorado nesse álbum e de forma excelente, ótimo trabalho de guitarras e bateria, com influências 80’s, assim como nas belas “Colors” e  “Besides”.

 “Ballroom” o som volta com o lado que estamos mais acostumados, bassline forte, pegada minimaltechno, som voltado pra pista. “Eggplant” fecha as tracks dançantes do álbum, cheia de groove, bota pra dançar e com sorriso na cara de estar ouvindo um som nacional, e de tanta qualidade que se equipara à projetos sólidos que vem do berço do techno.

O álbum é encerrado com “Godet” essa diferente até mesmo das que fazem parte das ambientais, clima melancólico, e Mr Boratto nos pianos mostrando que é um grande músico, ótima música de encerramento.

Pode ser que não haja realmente uma ‘grande’ inovação em “Take My Breath Away”, porém Gui explora diferentes formas de seu som, arriscando, fazendo sons introspectivos, ambientais, ainda que não fazendo nosso corpo dançar, nossa mente e espírito com certeza são agraciados, e consegue mesclar esses momentos com faixas que com certeza o manterá entre os cases dos maiores Djs do cenário eletrônico, balançando e emocionando pistas de dança ao redor do mundo todo, impossível ter um blog de música e fala desse lançamento, Gui Boratto é um orgulho nacional!

Tracklist:

  1. Take My Breath Away
  2. Atomic Soda
  3. Colors
  4. Opus 17
  5. No Turning Back
  6. Azurra
  7. Les Enfants
  8. Besides
  9. Ballroom
  10. Eggplant
  11. Godet

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Thiago



WhoMadeWho – The Plot
abril 19, 2009, 5:06 am
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Lembro-me da primeira vez que ouvi falar de WhoMadeWho, em meados de 2005 numa compilação da gravadora alemã Gomma Records, a música era ‘Space For Rent’ e foi aí que comecei a me interessar pelo trio formado pelos dinamarqueses Tomas Høffding, Jeppe Kjellberg e Tomas Barfod(que também faz parte do ótimo TomBoy), depois veio o álbum homônimo de 2005, com sucessos como a própria “Space For Rent”, “Hello, Empty Room”, “Satisfaction” e “Out The Door”, aliás, essa com um ótimo remix do “Superdiscount”.
A banda WhoMadeWho formada em 2003, faz umas das misturas mais interessantes no meio rock/disco/eletrônico/, com cada um dos seus integrantes tendo influências de um estilo em particular e distintos, a exemplo de jazz, rock, indie e claro e-music.
Agora 4 anos após seu disco de estréia eles lançam “The Plot”, também pela Gomma, e se no primeiro álbum os rótulos se limitavam a apenas ‘discopunk’, dessa vez com certeza eles vão além, inovam e ousam deixando o som ainda melhor.
O baixo cheio de groove, a bateria forte e a guitarra hora swingada, hora rocker continuam lá, mais é notável a evolução do som dos caras.
“TV Friend” primeira do álbum e single, que conta também com um remix animal do Hot Chip, no início já mostra que a ambientação sonora soa diferente, cheia de mistério, séria, vocais em falsetes, mas com o baixo que clama a disco e convida pra dançar característico do projeto, marcando presença.          

“The Plot” música que leva o título do álbum já começa com um riff de guitarra, dramática, refrão forte. Com remixes de “Discodeine” e “Noze” disponiveis. “Someone said its time you got yourselves a life someone said its time to give your plot some light.”

“Keep Me In Plane” aqui o groove e a sensualidade tomam conta.

“This Train” se me mostrassem essa track sem identificação, com certeza diria que se tratava de Queen Of The Stone Age, guitarras stoner rock, vocais ala Josh Homme (que aliás já tocou cover de ‘Space For Rent’ em show).

“Motown Bizarre” a partir daqui a influência retrô fica mais evidente, o clima funk 70’s dominam, toda instrumental.

“I Lost My Voice” mostra a veia pop do projeto.

“Cyborg” agora rockzão 70’s , ótima faixa, daqueles de botar no som da caranga e pegar estrada!
“Raveo” outro destaque, também instumental, aliás a banda funciona muito bem, tanto só no instrumental como nas faixas com vocais, essa mostra o lado mais psicodélico do trio, synths trabalhando excelentemente junto com as guitarras e beats.

Se no primeiro álbum eles não tiveram o reconhecimento que era merecido com “The Plot” eles vem pra realmente provar que tem talento e criatividade de sobra, além de terem uma ótima performance ao vivo, com um álbum muito bom, daqueles que você acaba de ouvir e já quer dar play novamente, por tudo que é mostrado no decorrer entre estilos músicais e as misturas criadas, tracks que vão da disco ao rock, do funk ao house, e que criam um clima especial e marcante pra cada música tocada.

Tracklist:

  1. TV Friend 
  2. The Plot 
  3. Small Town City 
  4. Trickster 
  5. Keep Me In Plane 
  6. This Train 
  7. Office Clerk 
  8. Ode To Joy 
  9. Motown Bizarre 
  10. I Lost My Voice 
  11. Cyborg 
  12. Raveo 
  13. Working After Midnight 

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Thiago



Zombie Nation – Zombielicious
abril 12, 2009, 3:04 pm
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Lembra daquela onda de electro sujo e pesado que veio junto com Justice e sua turma da Ed Banger?  Boys Noize? Pois é, já ficou pra trás, eu mesmo era fã do estilo mais hoje em dia somente uma coisa ou outra que salva, e uma dessas coisas que salvam é o novo álbum do Zombie Nation “Zombielicious”, projeto do alemão Florian Senfter que já tem uma sólida carreira no meio eletrônico, completando 10 anos ele iníciou sua carreira em 1999 quando teve sua track lançada em uma compil do Dj Hell dono da famosa gravadora Gigolo Records, track essa que foi muito bem recebida na época, e que você com certeza deve lembrar e já deve ter dançado. 

Já tendo 3 albums lançados, o último “Black Toys”(2006), e ano passado se juntando ao Dj/Produtor Tiga para formar o ZZT, tendo as tracks “Lower State of Consciousness” e “The Worm” lançadas, agora ele vem mostrar novamente que sabe recriar seu som, e também fazer com que não caia no rótulo de electro descartável ou apenas mais um seguidor de Daft Punk.

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“Mas De Todo” abre o álbum já mostrando a face agressiva e pesada do projeto com direito a sirenes, cornetas, bassline dirtorcido, synths analógicos, vintage, abertura de álbum em forma de terremoto. “Get It” deixa um pouco o lado tenso e vem com vocais, batidas mais calmas, podendo-se dizer até pop, fico no aguardo dos remixes. “Get it ,when i wanna it, when i do it, all the time”. “Supercake 53” épica com seus 7min, começando com uma pegada de techno, mais seguindo num som mais melodico, puxando pra disco/baleriac, belas linhas de sintetizadores, destaque do álbum aqui.

“Radio Controlled” também vem com vocais, batidas quebradas, bassline pulsante, synths que mais se parecem solos de guitarra, sinos ala DFA Rec. “One more time, i got all eyes on me, one more time, i got all eyes on me , i get high!” 

“Worth It pt.1” um dos singles, e uma das melhores do álbum, cheia de barulhinhos que parecem terem sido retirados de algum nintendo antigo (os sons chamados 8bit), poderosa, energética, “Worth It pt.2” vem na sequência, mais grooveada mas mantendo o vigor.

E pra fechar “Forza” mais um single, com remixes de Housemeister e Fukkk Offf, novamente em clima tenso, pesada, soundtrack de caçada pra filme de terror. Confira o clipe insano:

Zombie Nation, prova que apesar do estilo ter caído no mais do mesmo, depois da febre de 2007 e 2008, ainda sim, é possível fazer um álbum com identidade própria, mostrando as várias facetas e seu talento como produtor, que com o passar desses 10 anos ele consegue reinventar seu som e fazer um dos melhores do estilo do ano.

Tracklist:

  1. Mas De Todo
  2. Get It 
  3. Supercake 53
  4. Radio Controlled
  5. The Fact
  6. Worth It Pt 1
  7. Worth It Pt 2
  8. Mystery Meat Affair
  9. Shottieville
  10. Filterjerks
  11. Seas Of Grease
  12. Stand By
  13. Forza
  14. Bass Kaput

Thiago



Juan Maclean – The Future Will Come
abril 10, 2009, 3:39 am
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A DFA Records é sinônimo de qualidade, gravadora de James Murphy, local de gente como LCD Soundsystem, Hercules & Love Affair, e também The Juan Maclean que lança o sucessor de “Less Than Human” (2005), e segundo álbum “The Future Will Come”, título irônico mas que faz juz a realidade, o futuro está chegando, e esse futuro é o retorno e junção da discomusic, da música orgânica, do electro, dos synths espaciais, mix esse cada vez mais forte e presente na atual cena musical, como já não é nenhuma novidade, construindo o futuro falando-se do passado. 

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“The Future Will Come” também vem pra fazer parte do hall de cds que fazem declarações ao retro, e de forma tão bem, que faz que a cada vez que ouvimos, agradecermos por esse ‘revival’.

O álbum conta com as participações de Nancy Whang que também dá o tom no LCD Soundsystem, dos ótimos Holy Ghosts e também de Jerry Fuchs do baterista dos Chk, Chk, Chk.

Há já conhecida “The Simple Life” é quem abre o álbum, já disponível na internet há alguma tempo, uma das minhas favoritas, com caracteristicas marcantes do projeto, som orgânico, bateria acompanhada pelas melodias e ótimos  vocais de Nancy, belas paradas estratégicas, fazendo você somente sentir vontade de fechar os olhos e dançar imaginando o globo de espelhos no teto de sua sala girando.

Agora chega o primeiro single “One Day”, com sua inegável influência de Human League, com o revezameto dos vocais entre Nancy e John.

“Tonight”  aqui uma das minhas preferidas também, com seus 10min, mágica, construida a cada toque, envolvente, levando cada vez mais fundo na viagem, bela faixa. “I can feel your heart, it´s a ‘boom boom boom’, I’ll take your home tonight, at the moon.”

“Accusations” calma, ainda sim dançante com um baixo grooveado, percursões, espacial, o tipo de música que caberia perfeitamente numa daquelas coletâneas de funky antigas ou até mesmo numa atual coletânea de nudisco.

E fechando de forma majestrosa o álbum, o hit do projeto “Happy House”, outra que também já circula pela net desde o ano passado, com 12min de puro groove, um piano que gruda na mente, sinos, percursões, bateria e baixo convidando pra dançar, e é praticamente impossível resistir, todos os ingredientes usados no álbum estão presentes nessa última faixa. Ingredientes esses que focam muitas vezes no passado, mas que funcionam e muito ainda nos dias de hoje, se a intenção era recriar, reviver um movimento, estilo musical, e ainda sim nos mostrar inovações, fazer dançar e divertir,  “The Future Will Come” acerta em cheio.

Tracklist:

01. The Simple Life
02. The Future Will Come
03. One Day
04. A New Bot
05. Tonight
06. No Time
07. Accusations
08. The Station
09. Human Disaster
10. Happy House

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Thiago



Daniel Merriweather – Love & War
março 29, 2009, 5:14 am
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Lembra daquela versão que fez bastante sucesso em 2007 do produtor Mark Ronson pra “Stop Me” original dos Smiths?

Então, o vocal era do australiano “Daniel Merriweather” que agora está lançando seu primeiro álbum chamado “Love & War”, pela própria gravadora de Ronson. E vem pra somar na lista de mais agradáveis do ano de se ouvir, saca daqueles pra acordar e botar o álbum pra rolar? cantar junto? e até arriscar uns passinhos de dança… O som do álbum vai de r’n’b/pop/soul, fazendo apresentação do álbum vem “Impossible” animada, dançante, refrão forte, cumprindo muito bem seu papel. “Could You” mantém o clima pra cima, cheia de backing vocals, percursões, baixo bem trabalhado, aliás, essa faixa me lembra “California Dreamin”.

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“Change” primeiro single e favorita, participação do rapper “Wale”, batidas de hiphop seguidas por pianos e no refrão Daniel cantando que nada vai mudar, se não fomos a luta. “ain’t nothing gonna change, ain’t nothing, gonna change, if nobody’s gonna wake up and start acting whose incharge”. “Water and a Flame” dramática, linda, com participação marcante da cantora “Adele”, possível segundo single. “Now you’re gone, theres nothing else I want. Now that it’s over, There’s nothing else I want.” “Getting Out” mais um belo trabalho aqui com pegada funk, 70´s, ótima levada. Resolvi dar essa dica do álbum porque tem tocado bastante por aqui, quando estou decidindo que álbum ouvir ele anda falando mais alto, produzido pelo hypado e ótimo produtor Mark Ronson que já produziu Amy Winehouse, Lily Allen e Robbie Willians. E como já citei no começo é o típico álbum pra você dar um relax de manhã, chegando do trabalho, ouvir no carro, que vai fazer você sentir vontade de sorrir, chorar, cantar e dançar. Rotulado num estilo que anda um pouco saturado nos tempos atuais, mais que quando é feito com sinceridade e talento, temos um álbum como “Love & War”.

Daniel Merriweather – Impossible

Daniel Merriweather – Could You

Daniel Merriweather – Water and a Flame

Tracklist:

01. Impossible
02. Could You
03. For Your Money
04. Chainsaw
05. Change
06. Water and a Flame
07. Cigarettes
08. Red
09. Getting Out
10. Not Giving Up
11. Live By Night
12. All of the People
13. Giving Everything Away for Free

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Thiago




DJ Koze – Reincarnations – The Remix Chapter 2001-2009
março 28, 2009, 5:07 am
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Não ia escrever sobre esse álbum agora, mais depois de passar a noite ouvindo, sou obrigado a registrar o quão foda é essa compilação.
“Reincarnations – The Remix Chapter 2001-2009” do aclamado e ótimo dj e produtor Stefan Kozalla aka “DJ Koze”.
Na estrada trabalhando com música há mais de uma década ele fez uma reunião de seus melhores remixes.
O som é rotulado de “minimal” porém na minha opinião o som que esse cara produz vai muito além disso, possui um estilo peculiar em fazer música, faz um som sem barreiras, se destacando das demais produções do estilo, por não ter uma “formula” já pré-pronta, cada track tem seu estilo único, não ficando somente naquele conta-gotas, que ás vezes convenhamos, cansa.
O álbum começa com uma intro ‘simpática’ com uma voz mecânica, robótica, daquelas de ‘help’ de pcs. “Hi friends, how are you? I’m Dj Koze and I’m sitting in my studio in Hamburg, drinking red wine, collecting my best remixes for you, for those who like this kind of music, the music is very good.”
“Matthew Dear – Elementary Lover (Dj KozeRremix)” dá start na viagem e percebemos que se trata de um produtor realmente diferenciado, track gostosa de se ouvir, vocais picotados, daquelas de apreciar cada barulhinho que sai do fone. Seguida por “Dj Koze Vs Sid Le Rock – Naked (Dj Koze Remix)” intensa, sexy, em clima de deephouse. “The Battles – Atlas (Dj Koze Remix)” hipnotzante.
“Heiko Voss – Think About You (Dj Koze Remix)” um dos destaques do cd, sem dúvida, simples porém marcante, daquelas ficam no ouvido, linhas de baixos estonteantes, seguida pelo vocal que dá nome a track “think about you, all the time”, e foi produzida em 2003, aqui funciona o bordão música boa não envelhece.
“Matias Aguayo – Minimal (Dj Koze Remix)” faixa que fez bastante sucesso em 2008 e que no remix de Koze, ela fica mais sexy, ganha sutileza, classe, outro destaque aqui. “Por que yo quiero bailar con un ritmo mas nocturno mas profundo mas sensual basta ya de minimal!”.
“Noze feat Dani Siciliano – Danse Avec Moi (Dj Koze Rework)”, vocais em francês, sensual, com direito a parada com palminhas e cornetas, pessoas ao fundo celebrando.
Na sequência de “Lawrence – Rabbit Tube (Dj Koze Remix)” e “Wechsel Garland – Mutes (Dj Koze’s Broken Cd Mix)”, chegamos a parte mais minimal do álbum, introspectivas, sérias, daquelas pra dançar cara fechada.

“Ben watt – Guinea Pig (Dj Koze Remix) clima de mistério, suspense,  “Malaria – Kaltes Klares Wasser (Dj Koze & The Tease Rmx)” vem depois com todo seu groove, bassline pesaaado, característica essa que notei nas tracks mais antigas do produtor, essa por exemplo de 2001. Com seus quase 10min, “Sasha Funke – Mango Cookie (Dj Koze’s Pink Moon Remix)” minimalistica, linhas de baixo pesadas, tensa. E fechando o álbum “Hildegard Knef – Ich Liebe Dich (Dj Koze Remix)” que assim como “Wechsel Garland – Swim (Kosi’s swi-edit)” cairia muito bem na soundtrack de algum filme cult.
Pra quem não conhecia o som desse alemão, pra quem é fã de música eletrônica, pra ouvir em casa, pra dançar, está aí uma ótima pedida, com certeza não vai se arrepender com esse lançamento, e também estava faltando falar de algo essencialmente eletrônico aqui no blog e este álbum veio pra abrir o caminho. Abaixo uma track do último ep de Koze e que foi bastante tocada ano passado.

Tracklist:

01. Hi Friends!
02. Matthew Dear – Elementary Lover (DJ Koze Remix)
03. Dj Koze vs Sid Le Rok – Naked (DJ Koze Rmx)
04. Battles – Atlas (DJ Koze Remix)
05. Heiko Voss – Think About You (DJ Koze Remix)
06. Matias Aguayo – Minimal (DJ Koze Remix)
07. Wechsel Garland – Swim (Kosi’s Swim Edit)
08. Nóze ft Dani Siciliano – Danse Avec Moi (DJ Koze Rework)
09. Lawrence – Rabbit Tube (DJ Koze Remix)
10. Wechsel Garland – Mutes (DJ Koze’s Broken CD Mix)
11. Ben Watt – Guinea Pig (Vocal Variation with Julia Biel) (DJ Koze Remix)
12. Malaria! Vs Chicks On Speed – Kaltes Klares Wasser (DJ Koze & The Tease Remix)
13. Sascha Funke – Mango Cookie (DJ Koze’s Pink Moon Remix)
14. Hildegard Knef – Ich Liebe Euch (DJ Koze Remix)

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Thiago



Yeah Yeah Yeahs – It´s Blitz!
março 27, 2009, 3:16 am
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Cada vez mais a combinação de elementos do rock e da música eletrônica se tornam mais comuns, bandas que antes eram puramente rock, guitarra, baixo, bateria e vocal, agora acrescentam sintetizadores e linhas de beats eletronicos, é assim que ocorre o retorno do Yeah Yeah Yeahs com seu terceiro álbum “It´s Blitz”

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Há alguns anos atrás quando se falava em YYY’s nos tempos de “Fever to Tell” (2003) primeiro álbum da banda, logo se pensava no ritmo frenético de sua música, gemidos, gritos histéricos e poderosos de Karen O.  Sonoridade crua, suja, vibrante, Nick Zinner nas guitarras e Brian Chase na bateria flertando com o punkrock.

Depois veio o segundo álbum “Show Your Bones” (2006), e o som frenético havia cedido espaço também as baladas, o som ficou mais trabalhado, mostrava que a banda estava amadurecendo e deixando um pouco aquele espírito de banda garage/punk/underground de lado. Era o caminho sendo aberto para o mainstream, hits não faltaram no álbum como “Gold Lion”, “Way Out”, “Honeybear”, “Cheated Hearts”, “Turn Into” só pra citar algumas, dá pra notar que o álbum foi um sucesso né?

Agora em 2009 o trio retorna com “It’s Blitz” pra se firmar ainda mais como banda forte no cenário nova-iorquino e mundial, mostrar mais uma vez o amadurecimento, novamente “reinventando” seu som e agora acrescentando sem medo elementos eletrônicos no seu som.

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Na primeiro música do álbum já temos o primeiro single e hit “Zero” elétrica, com refrão pra cantar a todos pulmões e que você não vai esquecer tão cedo. “Your zero What’s your name? No one’s gonna ask you Better find out where they want you to go”. Com direito a falsetes e gemidos da inconfundível voz de Karen O.

“Heads Will Roll” com certeza vai rolar em muitas pistas, dançante, melódica, Karen O já tratando de anunciar durante os synths da intro do que se trata “Off off with your head Dance dance ‘til you’re dead Heads will roll On the floor.”

yyysDepois temos as baladas “Soft Shock” e a romântica e melódica “Skeletons”.A energia retorna com a ótima “Dull Life” que no início nos engana passando à sensação de vir mais uma das calminhas, mais não, a pegada rocknroll logo toma conta da música, e como fez bem, depois de um início mais light, ouvir a banda funcionando como uma ‘simples’ banda de rock. “Shame and Fortune” funciona por assim dizer como ‘abertura’ pra próxima, “Runaway” que começa no piano com a voz de Karen O, e logo a música vai ganhando mais elementos, como se uma sinfônica entrasse e deixasse a música apocalíptica. Todo amadurecimento que foi tratado até aqui é sintetizado nessa faixa, instrumental impecável e lindas melodias. Se prepare para dançar novamente porque ai vem “Dragon Queen” com um groove para fazer chacoalhar o esqueleto. “Hysteric” aparece e chama uma atenção especial, bateria cadenciada, vocais em destaque de Karen O, refrão forte “Flow sweetly hang heavy You suddenly complete me”, alguns gritos de “hysteric” e fechando com um assovio anunciando que estamos chegando no final e que só resta mais uma faixa. “Little Shadow” que começa com violão e voz, tranquila e com clima de despedida mesmo e assim fecha o álbum.

karenoFalando do YYY’s no decorrer de sua discografia, no primeiro álbum a banda ganhou muitos fãs que gostavam, se atraiam por aquele som cru, histérico, com pegada punk, já com o segundo álbum a banda respirando novos ares, os fãs da fase anterior que resistiram e continuaram admirando o trabalho do trio,(faço parte desses) e também os novos fãs conquistados com o trabalho posterior, vão sim gostar e muito desse novo álbum, que apesar de um sonoridade diferente, ainda sim continua sendo Yeah Yeah Yeahs, e grande parte devo citar, deve-se a rockstar que se tornou a Karen O, toda malucona, carismática e suas apresentações performáticas. Esse terceiro álbum se junta aos outros já lançados e também ótimos. Tendo cada um seu estilo e o mais importante, qualidade. Ponto pro YYY’s!

Yeah Yeah Yeahs – Heads Will Roll

Yeah Yeah Yeahs – Runaway

Yeah Yeah Yeahs – Hysteric

Tracklist:

1. Zero
2. Heads Will Roll
3. Soft Shock
4. Skeletons
5. Dull Life
6. Shame and Fortune
7. Runaway
8. Dragon Queen
9. Hysteric
10. Little Shadow

Thiago