Sound like this!


Yeah Yeah Yeahs – It´s Blitz! by ThiagoAugusto
março 27, 2009, 3:16 am
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Cada vez mais a combinação de elementos do rock e da música eletrônica se tornam mais comuns, bandas que antes eram puramente rock, guitarra, baixo, bateria e vocal, agora acrescentam sintetizadores e linhas de beats eletronicos, é assim que ocorre o retorno do Yeah Yeah Yeahs com seu terceiro álbum “It´s Blitz”

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Há alguns anos atrás quando se falava em YYY’s nos tempos de “Fever to Tell” (2003) primeiro álbum da banda, logo se pensava no ritmo frenético de sua música, gemidos, gritos histéricos e poderosos de Karen O.  Sonoridade crua, suja, vibrante, Nick Zinner nas guitarras e Brian Chase na bateria flertando com o punkrock.

Depois veio o segundo álbum “Show Your Bones” (2006), e o som frenético havia cedido espaço também as baladas, o som ficou mais trabalhado, mostrava que a banda estava amadurecendo e deixando um pouco aquele espírito de banda garage/punk/underground de lado. Era o caminho sendo aberto para o mainstream, hits não faltaram no álbum como “Gold Lion”, “Way Out”, “Honeybear”, “Cheated Hearts”, “Turn Into” só pra citar algumas, dá pra notar que o álbum foi um sucesso né?

Agora em 2009 o trio retorna com “It’s Blitz” pra se firmar ainda mais como banda forte no cenário nova-iorquino e mundial, mostrar mais uma vez o amadurecimento, novamente “reinventando” seu som e agora acrescentando sem medo elementos eletrônicos no seu som.

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Na primeiro música do álbum já temos o primeiro single e hit “Zero” elétrica, com refrão pra cantar a todos pulmões e que você não vai esquecer tão cedo. “Your zero What’s your name? No one’s gonna ask you Better find out where they want you to go”. Com direito a falsetes e gemidos da inconfundível voz de Karen O.

“Heads Will Roll” com certeza vai rolar em muitas pistas, dançante, melódica, Karen O já tratando de anunciar durante os synths da intro do que se trata “Off off with your head Dance dance ‘til you’re dead Heads will roll On the floor.”

yyysDepois temos as baladas “Soft Shock” e a romântica e melódica “Skeletons”.A energia retorna com a ótima “Dull Life” que no início nos engana passando à sensação de vir mais uma das calminhas, mais não, a pegada rocknroll logo toma conta da música, e como fez bem, depois de um início mais light, ouvir a banda funcionando como uma ‘simples’ banda de rock. “Shame and Fortune” funciona por assim dizer como ‘abertura’ pra próxima, “Runaway” que começa no piano com a voz de Karen O, e logo a música vai ganhando mais elementos, como se uma sinfônica entrasse e deixasse a música apocalíptica. Todo amadurecimento que foi tratado até aqui é sintetizado nessa faixa, instrumental impecável e lindas melodias. Se prepare para dançar novamente porque ai vem “Dragon Queen” com um groove para fazer chacoalhar o esqueleto. “Hysteric” aparece e chama uma atenção especial, bateria cadenciada, vocais em destaque de Karen O, refrão forte “Flow sweetly hang heavy You suddenly complete me”, alguns gritos de “hysteric” e fechando com um assovio anunciando que estamos chegando no final e que só resta mais uma faixa. “Little Shadow” que começa com violão e voz, tranquila e com clima de despedida mesmo e assim fecha o álbum.

karenoFalando do YYY’s no decorrer de sua discografia, no primeiro álbum a banda ganhou muitos fãs que gostavam, se atraiam por aquele som cru, histérico, com pegada punk, já com o segundo álbum a banda respirando novos ares, os fãs da fase anterior que resistiram e continuaram admirando o trabalho do trio,(faço parte desses) e também os novos fãs conquistados com o trabalho posterior, vão sim gostar e muito desse novo álbum, que apesar de um sonoridade diferente, ainda sim continua sendo Yeah Yeah Yeahs, e grande parte devo citar, deve-se a rockstar que se tornou a Karen O, toda malucona, carismática e suas apresentações performáticas. Esse terceiro álbum se junta aos outros já lançados e também ótimos. Tendo cada um seu estilo e o mais importante, qualidade. Ponto pro YYY’s!

Yeah Yeah Yeahs – Heads Will Roll

Yeah Yeah Yeahs – Runaway

Yeah Yeah Yeahs – Hysteric

Tracklist:

1. Zero
2. Heads Will Roll
3. Soft Shock
4. Skeletons
5. Dull Life
6. Shame and Fortune
7. Runaway
8. Dragon Queen
9. Hysteric
10. Little Shadow

Thiago



In Flagranti – Brash & Vulgar by ThiagoAugusto
março 25, 2009, 5:14 pm
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Dessa vez venho postar essa dica do novo álbum do In Flagranti “Brash & Vulgar”.
Pra você que está atrás de um álbum animado, climão disco, dançante, retro, funkeado, electro, sexy, italo, rock, recomendo o segundo álbum desse duo Sasha Crnobrnja e Alex Gloor de Nova Iorke que vem produzindo música juntos há mais de 15 anos, o sucessor de “Wronger Than Everyone Else”(2006), vem reforçar o estilo descontraído-vintage-futurístico do projeto. 

E não se assuste com a capa(no final do post) porque a loira ali não retrata o que nos espera, pelo contrário, o álbum sim, tem todo charme e classe. Aliás, falando da capa, o CD foi lançado pela própria gravadora dos caras, Codek Records que é conhecida e aclamada também pela arte, design, criatividade e ousadia de suas capas.

O disco começa com o sample “give some motion” sendo repetido em “She Bend Each Leg Alternately” e com um grito alá Michael Jackson durante toda a faixa.

In Flagranti – She Bend Each Leg Alternately

Na faixa que leva o título do álbum, “Brash & Vulgar” destaco os breaks seguidos pelos samples “…and you know the sound of the ending of the records with when” “the people went mad when they heard that…” seguidas por uma batida de deixar louca a pista mesmo.

In Flagranti – Brash & Vulgar

Na safada “I Can Thrill & Delight” não faltam gemidos, letras sacanas e afins.

In Flagranti – I Can Thrill & Delight

“A Piece of False Morality” vem com baixo pesado, cheia de groove, os famosos “triangulinhos” marca registrada do projeto, faixa que seria perfeita pra um desfile de pin-ups.

In Flagranti – A Piece of False Morality

E  a partir da punkdiscorock “Pick a Trick”, chega a parte mais viajandona do álbum onde a italo/disco/space predominam. Ótimo por sinal.

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“Brash & Vulgar” vem pra selar o incontestável talento dessa dupla, e que toda essa mistura de estilos, no papel pode soar estranho, mas eles fazem de maneira natural, e muito criativa, contando uma história no decorrer do álbum, fazendo que seus quase 50min passem voando e no fim nos dando a impressão de termos passado por um túneo do tempo hi-tech, onde voltamos ao passado e depois viajamos pro futuro.

Tracklist:

01. She Bend Each Leg Alternately
02. Brash & Vulgar
03. A Little Something “Extra”
04. I Can Thrill & Delight
05. A Piece of False Morality
06. Black & Grey Striped Trousers
07. Svelte Blonde
08. Pick a Trick
09. It Was Like Nothing Before or Since
10. I Hadn’t Screwed Around Before
11. Ohh, I’ll Have to Lose Weight Luv
12. How Did the Affair End?

capa

Thiago



Lip Dub by sweetromancer
março 24, 2009, 3:36 am
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Sabe aqueles seus banhos intermináveis em que você se sente o Elvis Presley e com seu microfone (frasco de shampoo) deixa fluir todo o seu potencial musical? Então, sabia que dá pra você usar esse seu dom artístico pra fazer sucesso na rede? Isso se chama Lip Dub, a técnica de sincronizar movimentos labiais com uma música para fazer um videoclip. A idéia surgiu a aproximadamente dois anos, quando o criador do Vimeo – Jakob Lodwick – filmou a si mesmo cantando pela rua. 

Mas se popularizou mesmo com o vídeo feito pela galera do escritório da própria Vimeo

O conceito é tão simples quanto a produção do vídeo. Não precisa ser nenhum Spielberg, muito pelo contrário, quanto mais natural e espontâneo for o vídeo melhor e mais original. Escolha sua música favorita, aumente o volume, cante até você sentir o coração bater junto com o ritmo, chame uns amigos pra cantar com você, usem uma câmera apenas, editem o vídeo para retirar o áudio original e sincronizar a música (mas não encha de efeitos, lembre-se que o legal é não ter efeitos), carregue no youtube. 

Viu como é simples e barato ser criativo? E se  seu vídeo for realmente bom, logo você vai estar famoso. Por exemplo, eu descobri Lip Dub por meio do Twitter do Mika, ele adorou o vídeo que os estudantes da HEC fizeram pra música Lollipop. 

Procure por “Lip Dub” no Youtube, você vai encontrar muitas músicas que não ouvia a muito tempo com novas e criativas interpretações. E, óbvio, não deixe de fazer parte.

Divirta-se!



Moderat by ThiagoAugusto
março 23, 2009, 6:40 pm
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Pronto, chegou a hora de falar de um dos mais esperados do ano “Moderat” com álbum homônimo.

Trata-se da parceria de Modeselektor e Apparat, ambos os projetos alemães na qual realmente considero incríveis, e aqui está a explicação do porque da minha expectativa pra esse álbum.

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Começando pelo “MDSLKTR” formado em 1992 por Gernot Bronsert & Sebastian Szary,  fazem um mix de techno, grime, dubstep, hiphop e electro, um som pra se dizer inclassificável, com dois álbums já lançados “Hello Mom!”(2005) e “Happy Birthday!”(2007) lançados pela Bpitch Control e que recomendo demais. Fato é que considero o som desses caras uma bomba, com destaque para as poderosas linhas de basslines, dê só uma olhada no que eles aprontam em “Black Block”.

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E aproveitando a onda Radiohead devido aos shows no Brasil (mais um que vai pra lista dos que eu não vi), o MDSLKTR está no top de melhores bandas de nada mais nada menos do que Thom Yorke, que inclusive faz participação no segundo álbum dos caras na faixa “The White Flash”.

Modeselektor – The White Flash (feat. Thom Yorke)

90_2611-apparatJá o Apparat projeto de Sascha Ring, conheci através do álbum “Orchestra of Bubbles”(2006) que é a parceria dele com Ellen Allien e não poderia haver apresentação melhor, já que o álbum todo é uma obra-prima(figurou em várias listas como melhor do ano), e que ainda continua, claro, muito ouvido por aqui. Depois no ano seguinte veio o álbum de autoria própria  “Walls”(2007), onde pude confirmar a identidade do projeto, um som mais introspectivo, menos dançante, orgânico, cheio de sentimentos, sensualidade, batidas quebradas, melodias. Em “Walls” não faltam destaques como “Arcadia”, “Hailin from the Edge”, “Holdon”, “You Don’t Know Me” e por ai vai…

 

Bom, dei uma resumida no trabalho dos envolvidos no Moderat, para se ter uma noção do que esperar deste álbum, e sim, minhas expectativas foram atendidas, porque como já esperava está genial.

Ficava imaginando como iria soar a junção do som desses dois monstros, e logo na primeira faixa vem a resposta, “A New Error” tem todo o poder do bassline com a sutileza das melodias, melhor apresentação não seria possível.

Moderat – A New Error

Seguida pela linda “Rusty Nails” (primeiro single) com características mais “apparatianas”, batidas quebradas, vocais e melodias de arrepiar.
E que terá remixes de Shackleton e Booka Shade.

Moderat – Rusty Nails

Chega a vez de “Slow Match” essa já na linha “mdslktriana” grave forte, batidas sujas, participação nos vocais de Paul St. Hilaire, que ja havia trabalhado no segundo álbum deles.

Moderat – Slow Match (feat. Paul St. Hilaire)

“Sick With It” poderia até rolar numa rádio, com um clima mais pop, participação nos vocais de Dellé, refrão que fica na cabeça.

Moderat – Sick With It (feat. Dellé aka Eased from Seeed)

Chegando aos finais “No. 22” vem num clima de suspense, séria, com seus 1m15 de intro até entrar o dubstep, batidas e graves potentes, pra fazer as caixas tremerem. E seguindo a linha de como tudo começou “Out of Sight” fecha o álbum com chave de ouro, vocais que dá sensação de calma, leveza à música e também com batidas que remetem ao dubstep/2step.

Ainda devido problemas de licença ficou de fora “BeatsWaySick” com participação do rapper Busdriver, mas que será lançada em breve em forma de download exclusivo.

E será lançado em breve também uma edição limitada em DVD do álbum, assinado pelo coletivo de artistas “Pfadfinderei” que irá conter vídeos do projeto e também material exclusivo.

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Esse é realmente um dos grandes lançamentos do ano, que com certeza vai figurar nas listas de melhores, um álbum que assim como nos projetos individuais de seus criadores, cabem vários contextos musicais, o peso e a robustez de um com o ambientalismo e melodias de outro, ambos imprimindo e expondo em cada faixa sua própria identidade.

Tracklist:
01. A New Error
02. Rusty Nails
03. Seamonkey
04. Slow Match (feat. Paul St. Hilaire)
05. 3 Minutes Of
06. Nasty Silence
07. Sick With It (feat. Dellé aka Eased from Seeed)
08. Porc # 1
09. Porc # 2
10. No. 22
11. Out Of Sight

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Thiago



Whitest Boy Alive – Rules by ThiagoAugusto
março 21, 2009, 4:53 am
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Tá afim de diminuir na barulheira? Alguma coisa pra ouvir de manhã, a tarde ou depois do trabalho? Dar aquele relax?
Minha dica é o ótimo álbum “Rules” do Whitest Boy Alive, segundo cd da banda, um cd gostoso de se ouvir, mas que por vezes faz você querer sair dançando também. Com um baixo emanando groove, uma guitarra cheia de swing, bateria marcando o ritmo, piano e synth dando tom nas melodias e como não poderia deixar de citar nos vocais Erlend Øye, membro do Kings of Convenience.
E o mais incrível é que toda essa ginga vem da Alemanha! Sim! A banda foi formada lá! Não que de de lá não possa sair esse tipo de som, (tal prova é a própria banda em questão), mais é que quando se fala em Alemanha já penso num som mais quadradão e tal.
Confesso que estava meio saturado de ouvir bandas intitulas “indies”, tudo que ouvia na maioria das vezes soava igual ou no minímo muito parecido, por isso, confesso que até exitei um pouco pra ouvir o “Rules” (até então desconhecia o disco anterior deles).
Mas quando ouvi não teve jeito, vi que não se tratava de algo comum, e sim um som muito bem trabalhado que faz bem aos ouvidos.

“Courage” terceira faixa do álbum é o destaque, começando com uma guitarra num clima de calmaria, e logo a bateria e baixo, já fazendo no minímo render umas batidas de pé, acompanhando o ritmo.
E quando chegamos no refrão com vocal de Erlend repetindo Courage, courage, courage, courage, show some! você já está se sacudindo e cantando junto!
Confira a performance ao vivo da banda:

“High On The Heels” um dos destaques também, com o baixo novamente marcando o território, acompanhada pelos synths, animada e funkeada.

Whitest Boy Alive – High On The Heels

“1517” tá aqui outra das minhas favoritas, pop, dançante, funkeada e melodias agradáveis. “Taking on responsibility knowing it will way you down…Freedom is a possibility only if you’re able to say no.”

Whitest Boy Alive – 1517

E é isso, ok os caras não fazem nenhuma revolução musical, mas fazem muito bem o que se propõem a fazer, um som descompromissado, que podemos chamar de indiepop, mais que bebe de várias fontes. E no final o resultado é um álbum ótimo de se ouvir, com refrões que vão ficar na sua cabeça por um tempo.

Tracklist:

01.  Keep A Secret wba1
02.  Intentions
03. Courage
04.  Timebomb
05. Rollercoaster Ride
06. High On The Heels
07. 1517
08. Gravity
09. Promise Less Or Do More
10. Dead End
11. Island



Junior – Röyksopp by sweetromancer
março 21, 2009, 4:33 am
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Bem, nada melhor pra aparecer no início de um blog do que um albúm chamado “Junior”, não é verdade? Acho bem pertinente. 

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Sempre achei Röyksopp uma versão mais pop do The Knife e talvez não esteja errada, uma vez que Karin Dreijer ‘adota’ a dupla por muitas vezes. Quem nunca ouviu “What Else is There?” e seu remix do dinamarquês Trentemoller que alcançou público maior do que a versão original? Pra quem só conhece Röyksopp por meio dessa faixa, talvez imagine algo introspectivo, sombrio, mas ao mesmo tempo uma explosão de emoções e sentimentos. Não se deixem enganar, isso é resultado da voz mais do que única de Karin, que empresta ao trabalho da dupla um outro aspecto, um outro ponto de vista. Assim como a dupla faz com ela no novo albúm. Karin se torna mais pop, menos sombria. 

E é essa a característica mais marcante de Junior, em minha singela opinião, um ar mais pop. Até mesmo comercial, eu me arriscaria a dizer. O albúm costura um ar melódico e uma dance music mais banal, mas sem perder o cool. 

Happy Up Here, soa infantil, alegre, pra começar o dia de bem com a vida. Sabe comercial de margarina com família ao redor da mesa e tudo mais? Simplesmente a música foi feita pra um desses. Não tome isso como um ponto negativo, só estou enfatizando a fofura da música, acredite.

Em The Girl and The Robot, temos Robyn, dando todo seu ar dance à faixa. Os vocais meio que quebram a música em pedacinhos, não sei se é impressão minha, mas isso deixa a música ainda mais interessante. Em This Must Be It, temos a inconfundível voz de Karin Dreijer e como já falei, você que conhece The Knife de outras épocas, ou até mesmo leu o post do Thiago aqui embaixo, vai notar uma significativa diferença, mas Karin não deixa de imprimir sua personalidade em sua participação no trabalho da dupla, basta conferir Tricky Tricky. Outra cantora que dá o ar de sua graça no albúm, é Lykke Li, a fofura de cantora nórdica, que, como não poderia deixar de ser, emprestou um pouco de seu “eu” para a faixa Miss It So Much.

Em linhas gerais? Junior é o pop fofurinha do ano, até o momento. Vamos esperar “Senior”, que como o nome sugere, venha a ser mais maduro. Por ser fofurinha, Junior não deixa de ser bom. Sabe aquele seu lado pop que não se rende a ‘dance music Jovem Pan style’ por uma questão de princípios? Então, ele agora vai poder se libertar um pouco, sem abrir mão de ser alternativo. 

Tracklist:

  1. Happy Up Here
  2. The Girl and The Robot
  3. Vision One
  4. This Must Be It
  5. Röyksopp Forever
  6. Miss It So Much
  7. Tricky Tricky
  8. You Don’t Have a Clue
  9. Silver Cruiser
  10. True To Life
  11. It’s What I Want
  12. Were You Ever Wanted

Uma versão em marchinha pra Happy Up Here foi disponibilizada pra download gratuito no site do Röyksopp e pra deixar esse post ainda mais doce, olha ela aí pra vocês: Happy Up Here(Marching Band version) 

P.S: Gente qualquer coisa muito ilógica nesse reviem, desconsiderem. É minha primeira vez. Sejam legais comigo 😉




Fever Ray by ThiagoAugusto
março 20, 2009, 5:09 pm
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fever_ray_photo5Dou start no blog falando do “Fever Ray” projeto de Karin Dreijer (metade do genial The Knife) com seu disco de estréia e homônimo, disco esse que de cara pode soar estranho, bizarro, (o que não dizer que não seja), mais fato é que com o passar das audições o disco vai te envolvendo de tal forma que quando se dá conta você já esta pego pela voz hipnotizante de Karin, pelas batidas que parecem retiradas de algum ritual e synths que parecem ser de outra galáxia.

Fever Ray é um álbum de difícil descrição e que também faz parte do ame-o ou deixe-o para sempre.

Citando alguns destaques do álbum, o que pra mim é bem difícil já que eu curto todas.Mas vamos lá, o álbum já começa dando a cara do que se trata essa viagem pra outra dimensão.

“If I Had A Heart” começa com um synth podendo se dizer até fúnebre e logo acompanhado pelo vocal também de dar medo, dando início ao ritual, evocando através da letra “if i had a heart i could love you, if i had a voice i would sing”, toda magia deste cd, por mais “simples” que pareça a construção, essa música gruda na sua mente logo na primeira audição.

Seguida por “When I Grow Up” mantendo o clima melancólico, com um “assovio” que se estende pela faixa toda, como se fosse o vento que passa através de frestas num típico dia nublado, onde estamos esperando pela tempestade para limpar o turbilhão, (tenho mania de ouvir a música e ficar imaginando cenas, portanto não liguem pras minhas viagens), com batida marcada, como de um coração, e o vocal lindo de Karin, cantando “When I grow up I want to be a forester Run through the moss on high heels That’s what I’ll do..” A música termina com lindas melodias como se o temporal já tivesse passado e fosse a chance do recomeço. Destaque também para o absurdo clipe.

“Triangle Walks” pra mim é a que mais se parece com o The Knife, talvez por considerar a mais “alegre” no álbum, começa com aquele clima de mistério já característico, porém o clima aqui é menos pesado que nas demais.

Fever Ray – Triangle Walks

E assim segue o álbum com a poderosa “Dry and Dusty” com os barulhinhos que se parecem com fogos de artifícios, aqueles que tem um “apito”, antes de explodir saka?

Fever Ray – Dry and Dusty

“Seven” onde os excêntricos vocais de Karin estão maravilhosos.

Fever Ray – Seven

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Bom como já devem ter percebido, sou suspeito pra falar, considero realmente esse álbum mágico, um dos destaques de 2009 com certeza, e todo esse clima “melancólico” que citei durante a resenha, na real é algo positivo que me deixa feliz, pensativo, ah e uma coisa que esqueci, muito vai do momento que você para pra ouvir o álbum, vai influênciar muito na maneira que você vai avaliá-lo.

Tracklist:

1. If I Had a Heart
2. When I Grow Up
3. Dry & Dusty
4. Seven
5. Triangle Walks
6. Concrete Walls
7. Now’s The Only Time I Know
8. I’m Not Done
9. Keep The Streets Empty for Me
10. Coconut

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