Sound like this!


Whitest Boy Alive – Rules by ThiagoAugusto
março 21, 2009, 4:53 am
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Tá afim de diminuir na barulheira? Alguma coisa pra ouvir de manhã, a tarde ou depois do trabalho? Dar aquele relax?
Minha dica é o ótimo álbum “Rules” do Whitest Boy Alive, segundo cd da banda, um cd gostoso de se ouvir, mas que por vezes faz você querer sair dançando também. Com um baixo emanando groove, uma guitarra cheia de swing, bateria marcando o ritmo, piano e synth dando tom nas melodias e como não poderia deixar de citar nos vocais Erlend Øye, membro do Kings of Convenience.
E o mais incrível é que toda essa ginga vem da Alemanha! Sim! A banda foi formada lá! Não que de de lá não possa sair esse tipo de som, (tal prova é a própria banda em questão), mais é que quando se fala em Alemanha já penso num som mais quadradão e tal.
Confesso que estava meio saturado de ouvir bandas intitulas “indies”, tudo que ouvia na maioria das vezes soava igual ou no minímo muito parecido, por isso, confesso que até exitei um pouco pra ouvir o “Rules” (até então desconhecia o disco anterior deles).
Mas quando ouvi não teve jeito, vi que não se tratava de algo comum, e sim um som muito bem trabalhado que faz bem aos ouvidos.

“Courage” terceira faixa do álbum é o destaque, começando com uma guitarra num clima de calmaria, e logo a bateria e baixo, já fazendo no minímo render umas batidas de pé, acompanhando o ritmo.
E quando chegamos no refrão com vocal de Erlend repetindo Courage, courage, courage, courage, show some! você já está se sacudindo e cantando junto!
Confira a performance ao vivo da banda:

“High On The Heels” um dos destaques também, com o baixo novamente marcando o território, acompanhada pelos synths, animada e funkeada.

Whitest Boy Alive – High On The Heels

“1517” tá aqui outra das minhas favoritas, pop, dançante, funkeada e melodias agradáveis. “Taking on responsibility knowing it will way you down…Freedom is a possibility only if you’re able to say no.”

Whitest Boy Alive – 1517

E é isso, ok os caras não fazem nenhuma revolução musical, mas fazem muito bem o que se propõem a fazer, um som descompromissado, que podemos chamar de indiepop, mais que bebe de várias fontes. E no final o resultado é um álbum ótimo de se ouvir, com refrões que vão ficar na sua cabeça por um tempo.

Tracklist:

01.  Keep A Secret wba1
02.  Intentions
03. Courage
04.  Timebomb
05. Rollercoaster Ride
06. High On The Heels
07. 1517
08. Gravity
09. Promise Less Or Do More
10. Dead End
11. Island

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Junior – Röyksopp by sweetromancer
março 21, 2009, 4:33 am
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Bem, nada melhor pra aparecer no início de um blog do que um albúm chamado “Junior”, não é verdade? Acho bem pertinente. 

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Sempre achei Röyksopp uma versão mais pop do The Knife e talvez não esteja errada, uma vez que Karin Dreijer ‘adota’ a dupla por muitas vezes. Quem nunca ouviu “What Else is There?” e seu remix do dinamarquês Trentemoller que alcançou público maior do que a versão original? Pra quem só conhece Röyksopp por meio dessa faixa, talvez imagine algo introspectivo, sombrio, mas ao mesmo tempo uma explosão de emoções e sentimentos. Não se deixem enganar, isso é resultado da voz mais do que única de Karin, que empresta ao trabalho da dupla um outro aspecto, um outro ponto de vista. Assim como a dupla faz com ela no novo albúm. Karin se torna mais pop, menos sombria. 

E é essa a característica mais marcante de Junior, em minha singela opinião, um ar mais pop. Até mesmo comercial, eu me arriscaria a dizer. O albúm costura um ar melódico e uma dance music mais banal, mas sem perder o cool. 

Happy Up Here, soa infantil, alegre, pra começar o dia de bem com a vida. Sabe comercial de margarina com família ao redor da mesa e tudo mais? Simplesmente a música foi feita pra um desses. Não tome isso como um ponto negativo, só estou enfatizando a fofura da música, acredite.

Em The Girl and The Robot, temos Robyn, dando todo seu ar dance à faixa. Os vocais meio que quebram a música em pedacinhos, não sei se é impressão minha, mas isso deixa a música ainda mais interessante. Em This Must Be It, temos a inconfundível voz de Karin Dreijer e como já falei, você que conhece The Knife de outras épocas, ou até mesmo leu o post do Thiago aqui embaixo, vai notar uma significativa diferença, mas Karin não deixa de imprimir sua personalidade em sua participação no trabalho da dupla, basta conferir Tricky Tricky. Outra cantora que dá o ar de sua graça no albúm, é Lykke Li, a fofura de cantora nórdica, que, como não poderia deixar de ser, emprestou um pouco de seu “eu” para a faixa Miss It So Much.

Em linhas gerais? Junior é o pop fofurinha do ano, até o momento. Vamos esperar “Senior”, que como o nome sugere, venha a ser mais maduro. Por ser fofurinha, Junior não deixa de ser bom. Sabe aquele seu lado pop que não se rende a ‘dance music Jovem Pan style’ por uma questão de princípios? Então, ele agora vai poder se libertar um pouco, sem abrir mão de ser alternativo. 

Tracklist:

  1. Happy Up Here
  2. The Girl and The Robot
  3. Vision One
  4. This Must Be It
  5. Röyksopp Forever
  6. Miss It So Much
  7. Tricky Tricky
  8. You Don’t Have a Clue
  9. Silver Cruiser
  10. True To Life
  11. It’s What I Want
  12. Were You Ever Wanted

Uma versão em marchinha pra Happy Up Here foi disponibilizada pra download gratuito no site do Röyksopp e pra deixar esse post ainda mais doce, olha ela aí pra vocês: Happy Up Here(Marching Band version) 

P.S: Gente qualquer coisa muito ilógica nesse reviem, desconsiderem. É minha primeira vez. Sejam legais comigo 😉