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DJ Koze – Reincarnations – The Remix Chapter 2001-2009 by ThiagoAugusto
março 28, 2009, 5:07 am
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Não ia escrever sobre esse álbum agora, mais depois de passar a noite ouvindo, sou obrigado a registrar o quão foda é essa compilação.
“Reincarnations – The Remix Chapter 2001-2009” do aclamado e ótimo dj e produtor Stefan Kozalla aka “DJ Koze”.
Na estrada trabalhando com música há mais de uma década ele fez uma reunião de seus melhores remixes.
O som é rotulado de “minimal” porém na minha opinião o som que esse cara produz vai muito além disso, possui um estilo peculiar em fazer música, faz um som sem barreiras, se destacando das demais produções do estilo, por não ter uma “formula” já pré-pronta, cada track tem seu estilo único, não ficando somente naquele conta-gotas, que ás vezes convenhamos, cansa.
O álbum começa com uma intro ‘simpática’ com uma voz mecânica, robótica, daquelas de ‘help’ de pcs. “Hi friends, how are you? I’m Dj Koze and I’m sitting in my studio in Hamburg, drinking red wine, collecting my best remixes for you, for those who like this kind of music, the music is very good.”
“Matthew Dear – Elementary Lover (Dj KozeRremix)” dá start na viagem e percebemos que se trata de um produtor realmente diferenciado, track gostosa de se ouvir, vocais picotados, daquelas de apreciar cada barulhinho que sai do fone. Seguida por “Dj Koze Vs Sid Le Rock – Naked (Dj Koze Remix)” intensa, sexy, em clima de deephouse. “The Battles – Atlas (Dj Koze Remix)” hipnotzante.
“Heiko Voss – Think About You (Dj Koze Remix)” um dos destaques do cd, sem dúvida, simples porém marcante, daquelas ficam no ouvido, linhas de baixos estonteantes, seguida pelo vocal que dá nome a track “think about you, all the time”, e foi produzida em 2003, aqui funciona o bordão música boa não envelhece.
“Matias Aguayo – Minimal (Dj Koze Remix)” faixa que fez bastante sucesso em 2008 e que no remix de Koze, ela fica mais sexy, ganha sutileza, classe, outro destaque aqui. “Por que yo quiero bailar con un ritmo mas nocturno mas profundo mas sensual basta ya de minimal!”.
“Noze feat Dani Siciliano – Danse Avec Moi (Dj Koze Rework)”, vocais em francês, sensual, com direito a parada com palminhas e cornetas, pessoas ao fundo celebrando.
Na sequência de “Lawrence – Rabbit Tube (Dj Koze Remix)” e “Wechsel Garland – Mutes (Dj Koze’s Broken Cd Mix)”, chegamos a parte mais minimal do álbum, introspectivas, sérias, daquelas pra dançar cara fechada.

“Ben watt – Guinea Pig (Dj Koze Remix) clima de mistério, suspense,  “Malaria – Kaltes Klares Wasser (Dj Koze & The Tease Rmx)” vem depois com todo seu groove, bassline pesaaado, característica essa que notei nas tracks mais antigas do produtor, essa por exemplo de 2001. Com seus quase 10min, “Sasha Funke – Mango Cookie (Dj Koze’s Pink Moon Remix)” minimalistica, linhas de baixo pesadas, tensa. E fechando o álbum “Hildegard Knef – Ich Liebe Dich (Dj Koze Remix)” que assim como “Wechsel Garland – Swim (Kosi’s swi-edit)” cairia muito bem na soundtrack de algum filme cult.
Pra quem não conhecia o som desse alemão, pra quem é fã de música eletrônica, pra ouvir em casa, pra dançar, está aí uma ótima pedida, com certeza não vai se arrepender com esse lançamento, e também estava faltando falar de algo essencialmente eletrônico aqui no blog e este álbum veio pra abrir o caminho. Abaixo uma track do último ep de Koze e que foi bastante tocada ano passado.

Tracklist:

01. Hi Friends!
02. Matthew Dear – Elementary Lover (DJ Koze Remix)
03. Dj Koze vs Sid Le Rok – Naked (DJ Koze Rmx)
04. Battles – Atlas (DJ Koze Remix)
05. Heiko Voss – Think About You (DJ Koze Remix)
06. Matias Aguayo – Minimal (DJ Koze Remix)
07. Wechsel Garland – Swim (Kosi’s Swim Edit)
08. Nóze ft Dani Siciliano – Danse Avec Moi (DJ Koze Rework)
09. Lawrence – Rabbit Tube (DJ Koze Remix)
10. Wechsel Garland – Mutes (DJ Koze’s Broken CD Mix)
11. Ben Watt – Guinea Pig (Vocal Variation with Julia Biel) (DJ Koze Remix)
12. Malaria! Vs Chicks On Speed – Kaltes Klares Wasser (DJ Koze & The Tease Remix)
13. Sascha Funke – Mango Cookie (DJ Koze’s Pink Moon Remix)
14. Hildegard Knef – Ich Liebe Euch (DJ Koze Remix)

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Thiago



Moderat by ThiagoAugusto
março 23, 2009, 6:40 pm
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Pronto, chegou a hora de falar de um dos mais esperados do ano “Moderat” com álbum homônimo.

Trata-se da parceria de Modeselektor e Apparat, ambos os projetos alemães na qual realmente considero incríveis, e aqui está a explicação do porque da minha expectativa pra esse álbum.

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Começando pelo “MDSLKTR” formado em 1992 por Gernot Bronsert & Sebastian Szary,  fazem um mix de techno, grime, dubstep, hiphop e electro, um som pra se dizer inclassificável, com dois álbums já lançados “Hello Mom!”(2005) e “Happy Birthday!”(2007) lançados pela Bpitch Control e que recomendo demais. Fato é que considero o som desses caras uma bomba, com destaque para as poderosas linhas de basslines, dê só uma olhada no que eles aprontam em “Black Block”.

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E aproveitando a onda Radiohead devido aos shows no Brasil (mais um que vai pra lista dos que eu não vi), o MDSLKTR está no top de melhores bandas de nada mais nada menos do que Thom Yorke, que inclusive faz participação no segundo álbum dos caras na faixa “The White Flash”.

Modeselektor – The White Flash (feat. Thom Yorke)

90_2611-apparatJá o Apparat projeto de Sascha Ring, conheci através do álbum “Orchestra of Bubbles”(2006) que é a parceria dele com Ellen Allien e não poderia haver apresentação melhor, já que o álbum todo é uma obra-prima(figurou em várias listas como melhor do ano), e que ainda continua, claro, muito ouvido por aqui. Depois no ano seguinte veio o álbum de autoria própria  “Walls”(2007), onde pude confirmar a identidade do projeto, um som mais introspectivo, menos dançante, orgânico, cheio de sentimentos, sensualidade, batidas quebradas, melodias. Em “Walls” não faltam destaques como “Arcadia”, “Hailin from the Edge”, “Holdon”, “You Don’t Know Me” e por ai vai…

 

Bom, dei uma resumida no trabalho dos envolvidos no Moderat, para se ter uma noção do que esperar deste álbum, e sim, minhas expectativas foram atendidas, porque como já esperava está genial.

Ficava imaginando como iria soar a junção do som desses dois monstros, e logo na primeira faixa vem a resposta, “A New Error” tem todo o poder do bassline com a sutileza das melodias, melhor apresentação não seria possível.

Moderat – A New Error

Seguida pela linda “Rusty Nails” (primeiro single) com características mais “apparatianas”, batidas quebradas, vocais e melodias de arrepiar.
E que terá remixes de Shackleton e Booka Shade.

Moderat – Rusty Nails

Chega a vez de “Slow Match” essa já na linha “mdslktriana” grave forte, batidas sujas, participação nos vocais de Paul St. Hilaire, que ja havia trabalhado no segundo álbum deles.

Moderat – Slow Match (feat. Paul St. Hilaire)

“Sick With It” poderia até rolar numa rádio, com um clima mais pop, participação nos vocais de Dellé, refrão que fica na cabeça.

Moderat – Sick With It (feat. Dellé aka Eased from Seeed)

Chegando aos finais “No. 22” vem num clima de suspense, séria, com seus 1m15 de intro até entrar o dubstep, batidas e graves potentes, pra fazer as caixas tremerem. E seguindo a linha de como tudo começou “Out of Sight” fecha o álbum com chave de ouro, vocais que dá sensação de calma, leveza à música e também com batidas que remetem ao dubstep/2step.

Ainda devido problemas de licença ficou de fora “BeatsWaySick” com participação do rapper Busdriver, mas que será lançada em breve em forma de download exclusivo.

E será lançado em breve também uma edição limitada em DVD do álbum, assinado pelo coletivo de artistas “Pfadfinderei” que irá conter vídeos do projeto e também material exclusivo.

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Esse é realmente um dos grandes lançamentos do ano, que com certeza vai figurar nas listas de melhores, um álbum que assim como nos projetos individuais de seus criadores, cabem vários contextos musicais, o peso e a robustez de um com o ambientalismo e melodias de outro, ambos imprimindo e expondo em cada faixa sua própria identidade.

Tracklist:
01. A New Error
02. Rusty Nails
03. Seamonkey
04. Slow Match (feat. Paul St. Hilaire)
05. 3 Minutes Of
06. Nasty Silence
07. Sick With It (feat. Dellé aka Eased from Seeed)
08. Porc # 1
09. Porc # 2
10. No. 22
11. Out Of Sight

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Thiago



Fever Ray by ThiagoAugusto
março 20, 2009, 5:09 pm
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fever_ray_photo5Dou start no blog falando do “Fever Ray” projeto de Karin Dreijer (metade do genial The Knife) com seu disco de estréia e homônimo, disco esse que de cara pode soar estranho, bizarro, (o que não dizer que não seja), mais fato é que com o passar das audições o disco vai te envolvendo de tal forma que quando se dá conta você já esta pego pela voz hipnotizante de Karin, pelas batidas que parecem retiradas de algum ritual e synths que parecem ser de outra galáxia.

Fever Ray é um álbum de difícil descrição e que também faz parte do ame-o ou deixe-o para sempre.

Citando alguns destaques do álbum, o que pra mim é bem difícil já que eu curto todas.Mas vamos lá, o álbum já começa dando a cara do que se trata essa viagem pra outra dimensão.

“If I Had A Heart” começa com um synth podendo se dizer até fúnebre e logo acompanhado pelo vocal também de dar medo, dando início ao ritual, evocando através da letra “if i had a heart i could love you, if i had a voice i would sing”, toda magia deste cd, por mais “simples” que pareça a construção, essa música gruda na sua mente logo na primeira audição.

Seguida por “When I Grow Up” mantendo o clima melancólico, com um “assovio” que se estende pela faixa toda, como se fosse o vento que passa através de frestas num típico dia nublado, onde estamos esperando pela tempestade para limpar o turbilhão, (tenho mania de ouvir a música e ficar imaginando cenas, portanto não liguem pras minhas viagens), com batida marcada, como de um coração, e o vocal lindo de Karin, cantando “When I grow up I want to be a forester Run through the moss on high heels That’s what I’ll do..” A música termina com lindas melodias como se o temporal já tivesse passado e fosse a chance do recomeço. Destaque também para o absurdo clipe.

“Triangle Walks” pra mim é a que mais se parece com o The Knife, talvez por considerar a mais “alegre” no álbum, começa com aquele clima de mistério já característico, porém o clima aqui é menos pesado que nas demais.

Fever Ray – Triangle Walks

E assim segue o álbum com a poderosa “Dry and Dusty” com os barulhinhos que se parecem com fogos de artifícios, aqueles que tem um “apito”, antes de explodir saka?

Fever Ray – Dry and Dusty

“Seven” onde os excêntricos vocais de Karin estão maravilhosos.

Fever Ray – Seven

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Bom como já devem ter percebido, sou suspeito pra falar, considero realmente esse álbum mágico, um dos destaques de 2009 com certeza, e todo esse clima “melancólico” que citei durante a resenha, na real é algo positivo que me deixa feliz, pensativo, ah e uma coisa que esqueci, muito vai do momento que você para pra ouvir o álbum, vai influênciar muito na maneira que você vai avaliá-lo.

Tracklist:

1. If I Had a Heart
2. When I Grow Up
3. Dry & Dusty
4. Seven
5. Triangle Walks
6. Concrete Walls
7. Now’s The Only Time I Know
8. I’m Not Done
9. Keep The Streets Empty for Me
10. Coconut

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