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frYars by sweetromancer
março 30, 2009, 3:21 am
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fryars

Contradição. Essa é a palavra que você precisa conhecer pra entender e definir frYars aka Ben Garrett. É da Inglaterra que vem esse rapaz de 20 anos, de inocentes cachinhos e uma voz de barítono que você jamais julgaria pertencer a alguém com o biotipo dele. Mas repare no olhar, ele diz muito sobre a produção de Ben.  

A principal característica de Garrett é a produção de músicas com a suave melodia do piano, um ar romântico, inocente, até mesmo um toque clássico como é o caso de The Ides. Tudo isso combinado com letras que simplesmente não pertencem a tais acordes. Em The Ides ele expressa decepção, ódio – “you should’ve died that very night/ good job for you i wasn’t born a killer” – mas se você não entendesse o que ele diz, suspeitaria disso? O vídeo da música poderia dar uma dica sobre o conteúdo, mas com bailarina e tudo ainda é um paradoxo só.  

Essa foi a primeira expressão oficial do que seria frYars, lançada no EP homônimo em 2007, juntamente com mais outras três faixas: Chocolate, Happy e Madeline. Não se deixe enganar pelos nomes, não há muita doçura nelas não, pelo menos não nas letras. Digo que foi oficial porque antes desse EP houve uma demo chamada “The Rise of Jack and Chloe” que nunca foi lançada, mas que já continha uma boa amostra do trabalho dele.       

Em 2008 ele mostrou que não vai sossegar enquanto não conquistar seu espaço e, então,  foi lançado um novo EP – “The Perfidy” – também com 4 faixas: Olive Eyes, Benedict Arnold, The Novelists Wife e Benedict Remixed. O destaque é Olive Eyes, repetindo a mesma fórmula: melodia doce e pop + letra nada politicamente correta – “you have a womb/ you shall deliver me a boy”.     

frYars – Olive Eyes [download]

Agora frYars está de volta e dessa vez trazendo reforço, Dave Gahan do famigerado Depeche Mode acompanha o garoto na faixa “Visitors”,  que vem anunciar a chegada do primeiro albúm: Dark Young Hearts. Acho o nome bem apropriado julgando o trabalho que foi apresentado até agora.    

Ao que parece o albúm traz poucas surpresas e na verdade é a reunião de tudo o que ele ja lançou, incluindo as faixas da demo “The Rise of Jack and Chloe“, mas ainda sim com algumas faixas inéditas, como a própria Visitors.     

Essa é a provável tracklist, mas não foi confirmada ainda:  

  1. Visitorsfryars31
  2. Lakehouse
  3. Olive Eyes
  4. The Ides
  5. Of March
  6. The Novelist’s Wife
  7. Benedict Arnold
  8. Happy Madeline
  9. Bedtime
  10. Horse or Man
  11. Polystyrene
  12. The Box
  13. Atoms for Peace
  14. Groves
  15. Chocolate
  16. The Rise of Jack and Chloe
É bom dizer que ele também faz remixes, como os que fez pra Felt Tip(fryars remix) do Love is All e Sunset Blvd(fryars remix) do Pacific!       

Então minha gente, frYars vem confirmar aquele velho ditado que diz “as aparências enganam”, mas também vem pra nos deixar encantados com sua voz, sua música  e seu talento. Logo, você vai notar que é fã dele, pode apostar.



Daniel Merriweather – Love & War by ThiagoAugusto
março 29, 2009, 5:14 am
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Lembra daquela versão que fez bastante sucesso em 2007 do produtor Mark Ronson pra “Stop Me” original dos Smiths?

Então, o vocal era do australiano “Daniel Merriweather” que agora está lançando seu primeiro álbum chamado “Love & War”, pela própria gravadora de Ronson. E vem pra somar na lista de mais agradáveis do ano de se ouvir, saca daqueles pra acordar e botar o álbum pra rolar? cantar junto? e até arriscar uns passinhos de dança… O som do álbum vai de r’n’b/pop/soul, fazendo apresentação do álbum vem “Impossible” animada, dançante, refrão forte, cumprindo muito bem seu papel. “Could You” mantém o clima pra cima, cheia de backing vocals, percursões, baixo bem trabalhado, aliás, essa faixa me lembra “California Dreamin”.

daniel

“Change” primeiro single e favorita, participação do rapper “Wale”, batidas de hiphop seguidas por pianos e no refrão Daniel cantando que nada vai mudar, se não fomos a luta. “ain’t nothing gonna change, ain’t nothing, gonna change, if nobody’s gonna wake up and start acting whose incharge”. “Water and a Flame” dramática, linda, com participação marcante da cantora “Adele”, possível segundo single. “Now you’re gone, theres nothing else I want. Now that it’s over, There’s nothing else I want.” “Getting Out” mais um belo trabalho aqui com pegada funk, 70´s, ótima levada. Resolvi dar essa dica do álbum porque tem tocado bastante por aqui, quando estou decidindo que álbum ouvir ele anda falando mais alto, produzido pelo hypado e ótimo produtor Mark Ronson que já produziu Amy Winehouse, Lily Allen e Robbie Willians. E como já citei no começo é o típico álbum pra você dar um relax de manhã, chegando do trabalho, ouvir no carro, que vai fazer você sentir vontade de sorrir, chorar, cantar e dançar. Rotulado num estilo que anda um pouco saturado nos tempos atuais, mais que quando é feito com sinceridade e talento, temos um álbum como “Love & War”.

Daniel Merriweather – Impossible

Daniel Merriweather – Could You

Daniel Merriweather – Water and a Flame

Tracklist:

01. Impossible
02. Could You
03. For Your Money
04. Chainsaw
05. Change
06. Water and a Flame
07. Cigarettes
08. Red
09. Getting Out
10. Not Giving Up
11. Live By Night
12. All of the People
13. Giving Everything Away for Free

danmerri1

Thiago




Whitest Boy Alive – Rules by ThiagoAugusto
março 21, 2009, 4:53 am
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the-whitest-boy-alive-rules1

Tá afim de diminuir na barulheira? Alguma coisa pra ouvir de manhã, a tarde ou depois do trabalho? Dar aquele relax?
Minha dica é o ótimo álbum “Rules” do Whitest Boy Alive, segundo cd da banda, um cd gostoso de se ouvir, mas que por vezes faz você querer sair dançando também. Com um baixo emanando groove, uma guitarra cheia de swing, bateria marcando o ritmo, piano e synth dando tom nas melodias e como não poderia deixar de citar nos vocais Erlend Øye, membro do Kings of Convenience.
E o mais incrível é que toda essa ginga vem da Alemanha! Sim! A banda foi formada lá! Não que de de lá não possa sair esse tipo de som, (tal prova é a própria banda em questão), mais é que quando se fala em Alemanha já penso num som mais quadradão e tal.
Confesso que estava meio saturado de ouvir bandas intitulas “indies”, tudo que ouvia na maioria das vezes soava igual ou no minímo muito parecido, por isso, confesso que até exitei um pouco pra ouvir o “Rules” (até então desconhecia o disco anterior deles).
Mas quando ouvi não teve jeito, vi que não se tratava de algo comum, e sim um som muito bem trabalhado que faz bem aos ouvidos.

“Courage” terceira faixa do álbum é o destaque, começando com uma guitarra num clima de calmaria, e logo a bateria e baixo, já fazendo no minímo render umas batidas de pé, acompanhando o ritmo.
E quando chegamos no refrão com vocal de Erlend repetindo Courage, courage, courage, courage, show some! você já está se sacudindo e cantando junto!
Confira a performance ao vivo da banda:

“High On The Heels” um dos destaques também, com o baixo novamente marcando o território, acompanhada pelos synths, animada e funkeada.

Whitest Boy Alive – High On The Heels

“1517” tá aqui outra das minhas favoritas, pop, dançante, funkeada e melodias agradáveis. “Taking on responsibility knowing it will way you down…Freedom is a possibility only if you’re able to say no.”

Whitest Boy Alive – 1517

E é isso, ok os caras não fazem nenhuma revolução musical, mas fazem muito bem o que se propõem a fazer, um som descompromissado, que podemos chamar de indiepop, mais que bebe de várias fontes. E no final o resultado é um álbum ótimo de se ouvir, com refrões que vão ficar na sua cabeça por um tempo.

Tracklist:

01.  Keep A Secret wba1
02.  Intentions
03. Courage
04.  Timebomb
05. Rollercoaster Ride
06. High On The Heels
07. 1517
08. Gravity
09. Promise Less Or Do More
10. Dead End
11. Island