Sound like this!


WhoMadeWho – The Plot by ThiagoAugusto
abril 19, 2009, 5:06 am
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Lembro-me da primeira vez que ouvi falar de WhoMadeWho, em meados de 2005 numa compilação da gravadora alemã Gomma Records, a música era ‘Space For Rent’ e foi aí que comecei a me interessar pelo trio formado pelos dinamarqueses Tomas Høffding, Jeppe Kjellberg e Tomas Barfod(que também faz parte do ótimo TomBoy), depois veio o álbum homônimo de 2005, com sucessos como a própria “Space For Rent”, “Hello, Empty Room”, “Satisfaction” e “Out The Door”, aliás, essa com um ótimo remix do “Superdiscount”.
A banda WhoMadeWho formada em 2003, faz umas das misturas mais interessantes no meio rock/disco/eletrônico/, com cada um dos seus integrantes tendo influências de um estilo em particular e distintos, a exemplo de jazz, rock, indie e claro e-music.
Agora 4 anos após seu disco de estréia eles lançam “The Plot”, também pela Gomma, e se no primeiro álbum os rótulos se limitavam a apenas ‘discopunk’, dessa vez com certeza eles vão além, inovam e ousam deixando o som ainda melhor.
O baixo cheio de groove, a bateria forte e a guitarra hora swingada, hora rocker continuam lá, mais é notável a evolução do som dos caras.
“TV Friend” primeira do álbum e single, que conta também com um remix animal do Hot Chip, no início já mostra que a ambientação sonora soa diferente, cheia de mistério, séria, vocais em falsetes, mas com o baixo que clama a disco e convida pra dançar característico do projeto, marcando presença.          

“The Plot” música que leva o título do álbum já começa com um riff de guitarra, dramática, refrão forte. Com remixes de “Discodeine” e “Noze” disponiveis. “Someone said its time you got yourselves a life someone said its time to give your plot some light.”

“Keep Me In Plane” aqui o groove e a sensualidade tomam conta.

“This Train” se me mostrassem essa track sem identificação, com certeza diria que se tratava de Queen Of The Stone Age, guitarras stoner rock, vocais ala Josh Homme (que aliás já tocou cover de ‘Space For Rent’ em show).

“Motown Bizarre” a partir daqui a influência retrô fica mais evidente, o clima funk 70’s dominam, toda instrumental.

“I Lost My Voice” mostra a veia pop do projeto.

“Cyborg” agora rockzão 70’s , ótima faixa, daqueles de botar no som da caranga e pegar estrada!
“Raveo” outro destaque, também instumental, aliás a banda funciona muito bem, tanto só no instrumental como nas faixas com vocais, essa mostra o lado mais psicodélico do trio, synths trabalhando excelentemente junto com as guitarras e beats.

Se no primeiro álbum eles não tiveram o reconhecimento que era merecido com “The Plot” eles vem pra realmente provar que tem talento e criatividade de sobra, além de terem uma ótima performance ao vivo, com um álbum muito bom, daqueles que você acaba de ouvir e já quer dar play novamente, por tudo que é mostrado no decorrer entre estilos músicais e as misturas criadas, tracks que vão da disco ao rock, do funk ao house, e que criam um clima especial e marcante pra cada música tocada.

Tracklist:

  1. TV Friend 
  2. The Plot 
  3. Small Town City 
  4. Trickster 
  5. Keep Me In Plane 
  6. This Train 
  7. Office Clerk 
  8. Ode To Joy 
  9. Motown Bizarre 
  10. I Lost My Voice 
  11. Cyborg 
  12. Raveo 
  13. Working After Midnight 

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Thiago

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Yeah Yeah Yeahs – It´s Blitz! by ThiagoAugusto
março 27, 2009, 3:16 am
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Cada vez mais a combinação de elementos do rock e da música eletrônica se tornam mais comuns, bandas que antes eram puramente rock, guitarra, baixo, bateria e vocal, agora acrescentam sintetizadores e linhas de beats eletronicos, é assim que ocorre o retorno do Yeah Yeah Yeahs com seu terceiro álbum “It´s Blitz”

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Há alguns anos atrás quando se falava em YYY’s nos tempos de “Fever to Tell” (2003) primeiro álbum da banda, logo se pensava no ritmo frenético de sua música, gemidos, gritos histéricos e poderosos de Karen O.  Sonoridade crua, suja, vibrante, Nick Zinner nas guitarras e Brian Chase na bateria flertando com o punkrock.

Depois veio o segundo álbum “Show Your Bones” (2006), e o som frenético havia cedido espaço também as baladas, o som ficou mais trabalhado, mostrava que a banda estava amadurecendo e deixando um pouco aquele espírito de banda garage/punk/underground de lado. Era o caminho sendo aberto para o mainstream, hits não faltaram no álbum como “Gold Lion”, “Way Out”, “Honeybear”, “Cheated Hearts”, “Turn Into” só pra citar algumas, dá pra notar que o álbum foi um sucesso né?

Agora em 2009 o trio retorna com “It’s Blitz” pra se firmar ainda mais como banda forte no cenário nova-iorquino e mundial, mostrar mais uma vez o amadurecimento, novamente “reinventando” seu som e agora acrescentando sem medo elementos eletrônicos no seu som.

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Na primeiro música do álbum já temos o primeiro single e hit “Zero” elétrica, com refrão pra cantar a todos pulmões e que você não vai esquecer tão cedo. “Your zero What’s your name? No one’s gonna ask you Better find out where they want you to go”. Com direito a falsetes e gemidos da inconfundível voz de Karen O.

“Heads Will Roll” com certeza vai rolar em muitas pistas, dançante, melódica, Karen O já tratando de anunciar durante os synths da intro do que se trata “Off off with your head Dance dance ‘til you’re dead Heads will roll On the floor.”

yyysDepois temos as baladas “Soft Shock” e a romântica e melódica “Skeletons”.A energia retorna com a ótima “Dull Life” que no início nos engana passando à sensação de vir mais uma das calminhas, mais não, a pegada rocknroll logo toma conta da música, e como fez bem, depois de um início mais light, ouvir a banda funcionando como uma ‘simples’ banda de rock. “Shame and Fortune” funciona por assim dizer como ‘abertura’ pra próxima, “Runaway” que começa no piano com a voz de Karen O, e logo a música vai ganhando mais elementos, como se uma sinfônica entrasse e deixasse a música apocalíptica. Todo amadurecimento que foi tratado até aqui é sintetizado nessa faixa, instrumental impecável e lindas melodias. Se prepare para dançar novamente porque ai vem “Dragon Queen” com um groove para fazer chacoalhar o esqueleto. “Hysteric” aparece e chama uma atenção especial, bateria cadenciada, vocais em destaque de Karen O, refrão forte “Flow sweetly hang heavy You suddenly complete me”, alguns gritos de “hysteric” e fechando com um assovio anunciando que estamos chegando no final e que só resta mais uma faixa. “Little Shadow” que começa com violão e voz, tranquila e com clima de despedida mesmo e assim fecha o álbum.

karenoFalando do YYY’s no decorrer de sua discografia, no primeiro álbum a banda ganhou muitos fãs que gostavam, se atraiam por aquele som cru, histérico, com pegada punk, já com o segundo álbum a banda respirando novos ares, os fãs da fase anterior que resistiram e continuaram admirando o trabalho do trio,(faço parte desses) e também os novos fãs conquistados com o trabalho posterior, vão sim gostar e muito desse novo álbum, que apesar de um sonoridade diferente, ainda sim continua sendo Yeah Yeah Yeahs, e grande parte devo citar, deve-se a rockstar que se tornou a Karen O, toda malucona, carismática e suas apresentações performáticas. Esse terceiro álbum se junta aos outros já lançados e também ótimos. Tendo cada um seu estilo e o mais importante, qualidade. Ponto pro YYY’s!

Yeah Yeah Yeahs – Heads Will Roll

Yeah Yeah Yeahs – Runaway

Yeah Yeah Yeahs – Hysteric

Tracklist:

1. Zero
2. Heads Will Roll
3. Soft Shock
4. Skeletons
5. Dull Life
6. Shame and Fortune
7. Runaway
8. Dragon Queen
9. Hysteric
10. Little Shadow

Thiago